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Marketing Musical – Guia Definitivo Para Vender Suas Músicas!

Abril 05, 2021 • 13 min de leitura

Marketing Musical

Então, você (ou sua banda) tem um trabalho pronto ou, pelo menos, tem um plano para chegar neste ponto. Mas o que você vai fazer com isso? Neste texto, você vai entender como vender música utilizando estratégias de marketing musical que vão desde ações que não requerem investimento até as que demandam um pouco mais de recursos. Afinal, por que não pensar em um crescimento gradual, certo?

Embora o termo “vender sua música” seja usual no mercado, para o artista ele pode soar estranho. Mas vamos iniciar dizendo que não existe nada de errado em pensar assim, pelo contrário, essa linha de trabalho é o que vai sustentar a sua carreira.

Sendo assim, siga a seguinte linha de raciocínio: uma banda é uma marca e as músicas são os produtos dessa marca. A marca só sobrevive vendendo seus produtos e, portanto, precisa ser estruturada dentro de uma empresa. Esse pensamento é primordial para o marketing musical, e isso vai ficar claro nos próximos parágrafos.

Primeiro passo do marketing musical: branding de artistas

Se o seu trabalho como artista é uma marca, é preciso que ele tenha uma “cara”. Apesar de nem todos artistas estarem familiarizados com os termos utilizados em marketing, “branding” é uma das palavras mais difundidas desse setor.

No mercado musical, o branding serve para que você entenda diversas características do seu trabalho, como o nível de sutileza da sua música (se rock ou MPB, por exemplo), a classe social foco dela, os lugares onde ela pode tocar, em quais playlists ela pode estrelar, entre outros fatores.

O marketing musical pode, sim, utilizar plenamente muitas ferramentas comuns ao mesmo marketing aplicado em empresas de outros setores. E isso inclui ferramentas que ajudam no branding, desde as mais complexas – como mapa de empatia e mandala de arquétipos – até as mais simples – como a criação de uma persona.

Vamos a um exemplo de formação de persona. Para isso, responda às seguintes perguntas:

  • Como é a pessoa que tem tendência a escutar a sua música, em linhas gerais?
  • Essa pessoa vai escutar a sua música no carro ou no fone de ouvido enquanto volta do trabalho no ônibus?
  • Essa pessoa seguiria uma playlist com a sua música?
  • Ela gosta mais de letras românticas ou sobre cotidiano?
  • Se ela fosse um artista, quem ela seria?

Obviamente, não é possível colocar aqui todas as possíveis perguntas, mas a ideia deve ser essa: fazer questionamentos que te levem a entender quem é o seu público. E você pode ir longe nesse perfil, abordado diversos temas, com os lugares que essa pessoa frequenta, o que ela come, qual seu programa preferido e por aí vai. Com esse perfil traçado, entenda se a “cara” da sua marca condiz com esse público.

Branding é importante para o marketing musical?

Não entenda o branding somente como importante, entenda como fundamental. O seu público precisa disso para se identificar e para saber quem você é e “para onde” você pode levar ele. Trata-se de um ponto importante, que envolve a “viagem” que a sua música pode proporcionar para o ouvinte, incluindo “lugares” na memória afetiva, o que representa uma estratégia de marketing bem eficiente.

Para entender melhor, veja as imagens abaixo:

Marketing Musical A imagem da esquerda remete, claramente, à música country. Já a da direita, ao jazz. Mas note que não são somente os elementos das fotos que dizem isso e, sim, outros diversos fatores, como a iluminação utilizada. A da esquerda remete a uma iluminação natural, ao campo e ao dia. Já a da direita, tem uma luz mais intimista, quente e artificial, quase como em um clube de jazz.

Agora, imagine, por exemplo, que você vai iniciar um trabalho para impulsionar o Instagram do seu projeto de jazz. Qual das duas você utilizaria? A resposta é clara.

Aplicações de branding

As suas definições de branding vão te ajudar, até mesmo, a entender como fazer um logo de banda. Somente dessa forma você vai entender quais cores utilizar, qual fonte, se você vai utilizar uma logomarca e se vai ter um slogan junto ao logo, entre outros fatores.

Em um cenário mais restrito, você pode, ainda, pensar em segmentações ligadas ao seu branding. Lembra da questão sobre a sua banda ser uma empresa e a música ser o seu produto? Agora, pense que as suas músicas formam uma linha de produtos (um álbum), e essa linha direciona-se à identidade da sua empresa, mas com algo diferenciado, que vai remeter a uma segmentação específica do seu trabalho. Isso vai, inclusive, te ajudar a entender como fazer a capa de um álbum de música.

Pense estrategicamente. A sua identidade é criada por você. Ou seja, você domina os recursos retóricos que levam o público a te identificar. Agora, porém, você está num campo de batalha. Você foi identificado e precisa defender a sua identidade. O lado bom é que o público não vai desconfiar de você – só se perde a credibilidade quando se faz algo ou diz algo errado. Então esse é o princípio da batalha: o público te identificou e agora está aberto a tudo que você mostrar ser. Você precisa, então, de recursos para reforçar quem você é e qual sua missão.

Você precisa de material.

O seu material

Agora, você já sabe quem é o seu público e como ele te vê. Isso é ótimo para o seu marketing musical! Você já tem material para seguir com o desenvolvimento das suas ações, ou seja, o seu planejamento de marketing. Veja a seguir alguns recursos que você precisa desenvolver antes de passar para as ações de divulgação:

Elevator picth

Esse termo é entendido, como o próprio nome remete, a uma venda de ideia de forma rápida, como em uma subida de elevador. Trata-se de um curto período de tempo que você tem para chamar a atenção do seu ouvinte para o seu trabalho ou, quem sabe, para que ele considere estender a conversa com você.

Esse conceito é claro, por exemplo, nos vídeos de propaganda TrueView In-Stream do YouTube, que são aqueles que podemos pular depois de cinco segundos. Embora o tempo desse exemplo seja menor do que no conceito de elevator picth (de 30 a 60 segundos) a ideia é a mesma: atrair (e prender) rapidamente a atenção do seu público para, depois, passar mais informações.

O elevator pitch pode ser feito também com um texto curto cujo objetivo é atrair público para visualizar e escutar seu material. Dependendo da plataforma em que você estiver divulgando, o texto pode variar muito de tamanho. Mas a ideia principal é gerar curiosidade de forma direta e rápida. Ou seja, depois que você pensou qual é seu público ou sua persona, escreva um pequeno texto chamando o interlocutor a viver a experiência do seu produto. Quais características da sua música que podem gerar curiosidade e uma experiência interessante de ser vivida? Qual a diferença da sua banda para as outras do mesmo estilo que miram no mesmo público-alvo ou persona? Além disso, quais informações da história da sua banda ou da sua música que você pode passar de forma direta e rápida e que pode gerar ainda mais curiosidade sobre o seu material?

Crie o seu argumento e guarde, você vai precisar dele para orientar as suas ações de marketing musical e, até mesmo, a criação dos materiais que serão mencionados a seguir.

Press kit

Antes de falar sobre como fazer, é preciso entender o que é press kit. Trata-se de um material que vai acompanhar o seu press release e será enviado para a imprensa, para conseguir divulgação orgânica, ou seja, não paga, algo muito presente nas estratégias de marketing musical.

Para a elaboração desse material, além da caprichar no release, respeite o seu branding e utilize seu elevator pitch para chamar a atenção. Lembre-se que quem recebe o seu material pode receber muitos iguais, e você precisa ter um diferencial, seja na forma de personalizar o kit – como com o nome de quem vai receber – seja com algum mimo a ser enviado no kit. Obviamente, a criação desse material precisa de um investimento, mas com criatividade você pode chegar a algo mais viável.

O press kit é, no final das contas, um conjunto de materiais específicos que você criou a partir da sua banda. São algumas fotos daqueles shows incríveis que vocês fizeram. Podem ser posters da chamada do show em lugares famosos que vocês tocaram. Um vídeo-clip de alguma música. Um texto sobre a história da sua banda ou da sua carreira musical; uma coletânea de entrevistas que vocês deram. Uma coletânea de capa de discos e singles. Pense sobre quais materiais você conseguiu juntar e o que você consegue criar e crie um pequeno acervo disso: esse é o seu press kit. O release deve estar lá também, e quando alguém da imprensa entrar em contato com vocês, ao mandar o acervo, eles podem escolher o que vai ser divulgado da sua banda.

Internet: o maior palco para o marketing musical

A música independente certamente ganhou muito com o crescimento da internet. Antes disso, todo o mercado era centralizado nas gravadoras e o espaço era escasso. Atualmente, além de pode divulgar livremente o seu trabalho, você pode ter as suas músicas disponibilizadas nas mesmas plataformas utilizadas pelos artistas do mainstream. Ou seja, com investimento baixo ou sem investimento, sua música pode estar no Spotify, no Deezer e em serviços similares. Pode, até mesmo, integrar a mesma playlist que os artistas mais conhecidos.

Contudo, além de disponibilizar a sua música, a internet é fundamental para a divulgação do seu trabalho e, consequentemente, para a tão falada venda da suas músicas nessas plataformas. Com o aumento de plays, você não somente rentabiliza o seu trabalho, mas também aumenta a suas chances de integrar playslists oficiais e muito apreciadas justamente pelo seu público. Confira a seguir algumas das frentes nas quais você pode atuar.

marketing musical

Alcance orgânico

Esse é um item que é importante para todo artista que se propõe a trabalhar o seu marketing musical. Trata-se de uma forma gratuita de alcançar o seu público. É um ponto tão importante que até mesmo o artista que investe em anúncios patrocinados precisa ter um bom posicionamento em resultados orgânicos.

Uma das formas de atuar para aumentar o seu alcance orgânico é aprender como trabalhar SEO para artistas. A sigla SEO significa Search Engine Optimization, em tradução livre, otimização de motor de busca. Trata-se de uma série de regras que são baseadas em algoritmos do Google, para determinar em qual posição o seu site ou o seu post vai aparecer quando as pessoas buscam por algo relacionado ao seu trabalho. E as regras de SEO vão além: elas podem ajudar no bom posicionamento das suas ações até mesmo nas redes sociais. Uma boa ideia é conferir o guia de SEO oferecido pelo próprio Google.

Os seus estudos para melhorar o seu posicionamento orgânico devem ir desde a escolha de palavras-chave e da aplicação dela nos seus posts ou no seu site até o respeito às normas de como escrever, como com parágrafos curtos e com palavras de transição. É uma das fases mais complexas da formação da sua imagem na internet, mas lembre-se: se você não está na rede, você praticamente não existe.

YouTube

O YouTube é uma ferramenta incrível para os artistas. Essa máxima é tão conhecida que a plataforma criou o YouTube for Artists, um site que auxilia e dá diversas dicas para o bom desempenho dos seus vídeos e do seu canal.

A plataforma pode ser utilizada de diversas formas: para colocar seus clipes, para criar quadros e para fazer lives. Contudo, vale sempre analisar o seu público e pensar fora da caixa, como com a criação de lyric vídeo, que nada mais é do que a sua música tocando enquanto alguma coisa acontece no vídeo (como ilustrações, vídeos ou qualquer outro elemento) juntamente com a letra sincronizada. E isso ainda te ajuda a entender como fazer um vídeo karaokê, para que as pessoas possam – depois de aprender a sua letra – cantar a sua música.

Veja: com as ações acima, você criou, sem querer, uma jornada para o seu ouvinte, e essa jornada representa envolvimento dele com a sua carreira. Isso certamente tem valor ímpar para o marketing musical. Ah! E não se esqueça de sempre checar os chats das lives e os comentários nos vídeos on-demand. Essa atenção é especial para cada ouvinte.

Redes sociais

O marketing musical em mídias sociais deve ser pautado na atenção ao seu público. Obviamente, você precisa alimentar seu Facebook, seu Instagram – ou qualquer outra rede que seja importante para o seu público (como TikTok, Kwai, etc.) – com conteúdo relevante e alinhado com o seu branding. Contudo, o foco não pode, de forma alguma, ser somente esse.

Tenha em mente que é nas redes sociais que o seu ouvinte vai procurar informações sobre quem você é e o que você faz. Então, além de manter a sua imagem, dê atenção a todos, sempre respondendo a perguntas e atendendo a pedidos. Tudo isso vai fazer com que o seu público se sinta perto de você e, neste caso, o seu marketing boca a boca e os seus compartilhamentos vão favorecer a difusão do seu trabalho.

Não se esqueça que, ultimamente, as redes sociais tem sido uma plataforma de vendas. Todo bom vendedor mantém um contato frequente com seu público, assim ambas as partes começam a se conhecer melhor. O que seu público realmente quer é o seu produto. Saber da sua vida só é importante nas circunstâncias específicas em que isso acrescenta algo à experiência das suas músicas. Faça postagens diárias, de conteúdo variáveis. Compartilhe informações pessoais na medida em que elas tem relação direta com suas músicas. Lembre-se do elevator pitch, cada postagem pode ser entendida como um elevator pitch, afinal o objetivo não é que seu público consuma seu produto nas redes sociais, é importante inclusive tirar seu público de lá. Você quer que seu público vá ao show, vá para o seu site de vendas, escutar sua música nas plataformas digitais, ou que marque a data para assistir à sua live. Convoque os seguidores a agir.

Lembre-se, nas redes sociais, postar nunca é demais. Apenas uma porcentagem muito pequena dos seus seguidores recebem o seu conteúdo. Não tenha medo de “ser chato” – você só é chato para quem não gosta de você, e não é para esses que você vende, não é mesmo? Construa uma audiência com postagens diárias e aqueles que se interessam por suas músicas serão seguidores orgânicos e vão gerar os mais diversos tipos de interações virtuais. Atenha-se a eles, preocupe-se com eles – com os que compram as suas músicas.

O roadmap do seu marketing musical

Muita coisa, certo? Mas fique tranquilo, basta criar um planejamento de marketing. Se quiser uma ajuda com isso, o Sebrae oferece um material bem interessante que pode ser aplicado também na sua carreira. No meio de todo esse planejamento, lembre-se das suas metas em curto, médio e longo prazo. Traçe, por exemplo, metas palpáveis, como quantidade de seguidores ou plays no Spotify, sempre com o pé no chão.

Muitas das ações mencionas neste artigo podem ser realizadas sem investimento e outras com baixo investimento. Mas é possível, também, realizar ações mais dispendiosas, como publicações patrocinadas e campanhas de Google Adwords. Além disso, sempre lembre que se você tem algum capital, ainda que não seja muito, você pode contar com empresas de marketing musical, que podem te ajudar em muitas das tarefas mencionadas aqui.

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